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Nossos Limites
A ciência avança a cada dia e nos deslumbra com um conhecimento vasto e muito útil. Isto é maravilhoso. Mas hoje vemos muitas pessoas sentadas sobre a ciência e desdenhando outras que vestem tradições milenares ou utilizam conhecimentos ainda não “destrinchados” cientificamente, os populares “sem comprovação científica”.

Isto significa que estes conhecimentos não sejam reais ou verdadeiros? De forma alguma. Apenas significa que eles ainda não foram compreendidos pela ciência.

Será que a ciência pode apontar o dedo acusador sobre técnicas ancestrais, filosofias antigas e medicinas tradicionais e julgá-las? Por certo que não, até o dia em ela souber exatamente como funcionam todos os efeitos e causas do Universo. Antes disso, não. Porque a ciência é o caminho e não o objetivo. Ciência é o ato de descobrir e não a verdade pura. E ciência tem limites dados pela sua própria filosofia de formação e sua metodologia. Existem outras coisas no Universo além do físico e visível, embora nem estes ainda estejam dominados plenamente pelo pensamento científico.

O Universo é infinito, pois engloba o que existe e o não-existente, o cheio e o vazio. Nossa percepção desta realidade é que é limitada por nossa mente, um instrumento altamente limitante. É isso que o Budismo quer dizer com a “ilusão” do mundo material, chamado de “maya”. Muitas pessoas criticam esta postura budista por afirmarem ser ilógico vivermos em uma ilusão que sentimos como real. Mas o que é ilusório nem sempre é irreal. O Taoísmo afirma o mesmo ao separar o mundo dos nomes, nossa “realidade”, do inominável, apelidado de “Tao” por Lao-tsé. Esta sim é a verdadeira realidade do Universo.

A ciência busca excluir a percepção humana da análise dos fenômenos por esta ser “sugestionável”. Ora, quem construiu os aparelhos científicos? Quem irá interpretar os resultados? Quem irá propor as hipóteses que possam explicar os fenômenos? De qualquer forma em que se pese a ciência, a mente humana ainda é o fator decisivo. E ela é limitante.

Vivemos em um Universo infinito, limitado apenas pela nossa própria mente. As filosofias do Oriente sempre se esforçaram por ultrapassar esta limitação e mergulhar no Universo como ele realmente é, o que se denomina popularmente como “iluminação”. Isto exclui a ciência? De modo algum. Ela é útil e importante para nós, mas não constitui a única medida da Verdade. É uma ferramenta indispensável, mas não é a única que temos. Existe um ditado popular que afirma que “para quem só tem um martelo, tudo tem cara de prego”. Muitos céticos e pseudo-cientistas pensam assim e utilizam suas ferramentas e mentes limitadas para julgar técnicas e conhecimentos além do material, fora de seus limites.

Quando você tiver falta de dinheiro, amor, atenção, respeito, lealdade ou o que seja, lembre-se de que o Universo é infinito e é apenas a sua mente que o limita. Transcenda este limite e viva em plena abundância.


SOBRE O AUTOR _____
Gilberto Antônio Silva é Parapsicólogo, Acupuntor, Terapeuta e Escritor, estudando cultura e filosofia oriental desde 1977. Como Taoísta, se preocupa em divulgar a filosofia e as artes taoístas, como I Ching, Feng Shui e Chi Kung, para melhoria da qualidade de vida das pessoas._________________________
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