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Magia Negra no Feng Shui

 

Bank of China

 

As pessoas de modo geral têm uma visão bastante equivocada do Feng Shui. Acham que é aquilo que aparece nas revistas de decoração e programas femininos, onde se coloca um sofá cor de mostarda na sala para harmonizar o “cantinho da prosperidade”. Isso tudo é bobagem. O Feng Shui tradicional chinês é uma poderosa ferramenta para se manipular energia. E manipulação de energia pode ser usada para qualquer fim que se deseje, benéfico ou não. Vou mostrar um bom exemplo disso.



 

Antes gostaria de deixar clara minha definição de “magia negra”, que muitos poderão achar simplista, mas que considero muito prática e objetiva: Magia Negra é toda manipulação de energia sutil ou forças naturais com finalidades egoístas e/ou que causem prejuízos a outros de modo deliberado.

 

Dentro do Feng Shui existem várias técnicas de estudo das formas do ambiente que se incluem nas chamadas “Escolas das Formas” como “Luan Tou” (“Topo da Montanha”) ou “Xing Fa” (“Método da Forma”). Acredito que não precise explicar aqui a importância das formas geométricas e suas influências energéticas, fartamente exploradas pelos grandes iniciados antigos, dentre eles os taoistas chineses.

 

Ainda hoje a Escola da Forma é uma das principais escolas utilizadas pelos consultores tradicionais do Feng Shui chinês e essencial para se compreender muitas coisas sobre a localização do imóvel e suas influências. Começa-se uma análise de Feng Shui tradicional sempre pela região ao redor do imóvel e só depois é que se passa a examiná-lo especificamente. Primeiro procura-se sentir o que o ambiente transmite ao objeto de nosso estudo para que possamos começar a compreender o conjunto de influências que se apresenta.

 

Uma das noções básicas das formas está nas chamadas Flechas ou Setas Envenenadas. Isto é um perigo real que deve ser cuidadosamente verificado e neutralizado. Ou utilizado para outros fins, dependendo da motivação do usuário.

 

Por Seta Envenenada compreendemos qualquer coisa que aponte em linha reta para outro local. Linhas retas não existem na natureza, de modo que isto altera as configurações de Qi e cria um Qi nefasto chamado de “Sha Qi” (“energia mortal” em tradução livre). Coisas banais podem ter Sha Qi, como o caminho de cimento entre o portão de uma casa e a porta principal. Se ele for reto, o Qi irá ser direcionado em maior velocidade e fluxo do que o normal, o que acarretará problemas em todo o imóvel, pois a entrada principal é justamente o lugar mais importante por onde o Qi entra. Como é uma forma artificial, ela cria um fluxo artificial de Qi de grande intensidade e direcionamento. Por isto é algo nocivo.

 

Em Hong Kong a utilização do Sha Qi para incomodar a concorrência comercial ou desafetos particulares é bastante comum. As fotos mostram um exemplo recorrente disso, que utilizei em meu livro “Dominando o Feng Shui”. É a sede do Banco da China em Hong Kong, que é formado por uma torre extremamente alta com três lados em seu topo e muitas faces na base, de modo que seus vértices formem “setas envenenadas” contra seus concorrentes. Isso atinge diretamente o Deutsche Bank, o Citibank, o HSBC, Bank of América e o Centro Financeiro do Extremo Oriente, por exemplo. Desse modo ele minaria alguma parte, ao menos, do poder de seus concorrentes.

 

Acontece que uma destas “flechas” acabou apontada para um prédio onde ficava o gabinete do governador de Hong Kong. Um especialista em Feng Shui foi imediatamente consultado e mandou plantar uma árvore grande entre o gabinete do governador e a “flecha envenenada”, neutralizando sua ação. Existem diversas técnicas para neutralizar esse tipo de influência nociva e, se desejado, devolvê-la ao agressor na forma de um contra-ataque.

 

Isso derruba a idéia leiga muito em voga de que “se não der certo, mal também não faz”. Toda manipulação de energia acarreta um efeito, um resultado. O Ba Gua colocado na porta da residência é um destes exemplos de coisas que podem ser feitas sem conhecimento e que podem prejudicar muito as pessoas. Podemos discutir melhor isso posteriormente.

 

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Gilberto Antônio Silva é Parapsicólogo, Terapeuta e Jornalista. Como Taoista, atua amplamente na pesquisa e divulgação desta fantástica cultura chinesa através de cursos, palestras e artigos. É autor de 14 livros, a maioria sobre cultura oriental e Taoismo. Sites: www.taoismo.org e www.laoshan.com.br

 

 

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